
Tenho tentado me moderar. Minhas atitudes, sabe?! Sempre fui o tipo de pessoa que é ”demais”. Chata demais, dramática demais, sensível demais, que fala demais, e um monte de ”demais” além desses. O ”mais ou menos’’ não me atraí e o ”menos” me enoja, mas o equilibrio tem começado a me seduzir. Com o tempo, fui percebendo que ser ”demais” é chato, que cansa. É chato chorar em público, é chato se meter na vida dos outros sem ser convidado, achando que pode achar solução para os problemas alheios, é chato gritar por besteira. É chato e é desnecessário. Não vou negar, sou do tipo que julga as pessoas sim, principalmente pela maneira que se portam, mas nunca havia parado pra reparar o jeito que eu me porto…. E quando parei ”tchanam” aquele baque, só me lembro de ter vindo isso na minha cabeça “Eu me exponho demais, sou exagerada demais, confio demais em qualquer pessoa que se mostre um pouquinho interessada na minha vida”. Pois é, sou boba demais, eis a verdade. Acredito em quase todo mundo que me oferece uma mão ou uma palavra amiga, quero ajudar todo mundo mesmo sem ser solicitada para tal função, quero ser útil, amada e mimada a todo tempo. Sou autoritária, mandona e reclamona. Tenho todo o perfil de uma maluca bipolar, sacomé?! E é por isso que eu tenho tentado me controlar. Medir a intensidade dos meus olhares, medir o tom da minha voz, medir o peso das minhas palavras, medir a força e a frequencia dos meus abraços. Tenho que aprender a ser mais reservada, mais na minha, mais calma. Ora estou rindo, ora estou chorando, ora estou abraçando todos, ora quero matar meio mundo. Não, não pode ser assim. “Se controla, porra”. Tenho que aceitar que as pessoas são diferentes e que não há nada que eu possa fazer para mudar isso. O mundo não gira ao redor das minhas mudanças de humor e ninguém é advinha pra saber quanto eu to bem ou não. Outra coisa que tenho que entender é: Existem pessoas más, existem pessoas que te odeiam só por você existir, existe gente que vai fingir ser sua amiga só pra depois te fuder. Pois é, então só o que me resta é ter o minímo de bom senso e entender que o mundo é assim mesmo …(Malena Costa)